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A Órbita e os Músculos Extraoculares: Anatomia

A órbita é a cavidade do crânio na qual o olho e os seus apêndices se situam. A órbita é composta por 7 ossos e tem formato piramidal, com o seu ápice apontado posteromedialmente. O conteúdo orbital compreende o olho; a fáscia orbital e retrobulbar; os músculos extraoculares; os nervos cranianos II, III, IV, V e VI; as veias; a gordura; a glândula lacrimal com o seu saco e ducto nasolacrimal; as pálpebras; os ligamentos palpebrais e suspensores; o gânglio ciliar; e os nervos ciliares curtos.

Última atualização: May 2, 2022

Responsibilidade editorial: Stanley Oiseth, Lindsay Jones, Evelin Maza

Ossos e Estruturas da Órbita

  • Na face superior, em forma de caverna piramidal quadrangular, com uma base superficial (margem orbital) e um ápice posteromedial profundo
    • Margem orbital:
      • Margem superior: osso frontal
      • Margem medial: processo frontal da maxila
      • Margem inferior: processo zigomático da maxila e osso zigomático
      • Margem lateral: processo zigomático do osso frontal e processo frontal do osso zigomático
    • Ápice: buraco ótico
  • Paredes: cobertas com periósteo (periórbita)
    • Superior (teto): parte orbital do osso frontal e asa menor do osso esfenoide
    • Medial: lâmina orbital do osso etmoide, corpo do osso esfenoide, osso frontal, osso lacrimal e maxila
    • Inferior (assoalho): superfície orbital da maxila, osso zigomático e osso palatino
    • Lateral: asa maior do esfenoide, lâmina orbital do osso frontal e processo frontal do osso zigomático
  • Aberturas importantes: buraco ou canal ótico, buracos etmoidais anterior e posterior, fissuras orbitárias superior e inferior, sulco infraorbitário e incisura supraorbitária
Localização Conteúdo
Buraco ou canal ótico Ápice, delimitado pelo corpo e asa menor do esfenoide
  • Nervo ótico (NC II)
  • Artéria oftálmica
Buracos etmoidais
  • Junção entre as paredes orbitais superior e medial
  • No osso etmoidal, lateral ao sulco olfativo
Veias, artérias e nervos etmoidais anteriores e posteriores
Fissura orbital superior Entre as asas maior e menor do osso esfenoide Dentro do anel tendinoso comum:
  • Nervo nasociliar
  • Ramos superior e inferior do nervo oculomotor (NC III)
  • Nervo abducente (NC VI)
Fora do anel tendinoso comum:
  • Nervo frontal
  • Nervo lacrimal
  • Nervo troclear (NC IV)
  • Veia oftálmica superior
Fissura orbitária inferior
  • Borda lateral do assoalho orbital
  • Formado pela asa maior do esfenoide superiormente e pelos ossos palatino e maxilar inferiormente
  • Veia oftálmica inferior
  • Artéria e veia infraorbitárias
  • Ramos da divisão maxilar do nervo trigémeo (NC V2) – nervos zigomático e infraorbital
  • Ramos orbitais do gânglio pterigopalatino
Buraco infraorbitário Meio do assoalho orbital (maxila) Saída da veia, artéria e nervo infraorbital
Incisura ou buraco supraorbital Margem superior da órbita (osso frontal) Saída da veia, artéria e nervo supraorbital

Mnemónica 1

Para ajudar a memorizar os ossos que compõem a órbita, lembre-se: Many Friendly Zebras Enjoy Lazy Summer Picnics (Muitas zebras amigáveis apreciam picnics preguiçosos de verão)

  • Many: Maxilla (Muitas: Maxila)
  • Friendly: Frontal bone (Amigável: Osso frontal)
  • Zebras: Zygomatic bone (Zebras: Zigomático)
  • Enjoy: Ethmoid bone (Apreciam: Osso etmoidal)
  • Lazy: Lacrimal bone (Preguiçosos: Osso lacrimal)
  • Summer: Sphenoid bone (Verão: Osso esfenoide)
  • Picnics: Palatine bone (Picnics: Osso Palatino)

Músculos Extraoculares

Músculo Origem Inserção Irrigação Inervação Função
Reto medial Anel de Zinn (anel tendinoso comum) Superfície anterior e medial do olho Ramo muscular inferior da artéria oftálmica Ramo inferior do nervo oculomotor (NC III) Adução
Reto lateral Superfície anterior e lateral do olho Artéria lacrimal Nervo abducente (NC VI) Rapto
Reto inferior Superfície anterior e inferior do olho Ramo muscular inferior da artéria oftálmica e ramo infraorbitário da artéria maxilar Ramo inferior do nervo oculomotor (NC III) Depressão, extorsão e adução. Em abdução: apenas deprime
Reto superior Superfície anterior e superior do olho Ramo muscular superior da artéria oftálmica Ramo superior do nervo oculomotor (NC III) Elevação, intorção e adução. Em abdução: apenas eleva
Oblíquo superior Asa menor do esfenóide, medial ao canal óptico Superfície posterior, superior e lateral do olho Ramo muscular superior da artéria oftálmica Nervo troclear (NC IV) Intorsão, depressão e abdução
Oblíquo inferior Lateral ao sulco lacrimal (maxila) Superfície posterior, inferior e lateral do olho Ramo inferior da artéria oftálmica e artéria infraorbitária Ramo inferior do nervo oculomotor (NC III) Extorsão, elevação e abdução
Levantador da pálpebra superior Asa menor do esfenóide, acima do canal óptico Placa tarsal da pálpebra superior Ramo supraorbital da artéria oftálmica Ramo superior do nervo oculomotor (NC III).
As fibras simpáticas inervam as fibras musculares lisas na superfície inferior desse músculo.
Retraindo e elevando a pálpebra

Mnemónica 2

Para ajudar a memorizar a inervação dos músculos extraoculares, lembre-se: LR6, SO4, 3

  • Lacteral rectus (Reto lateral) inervado pelo nervo abducente (NC VI)
  • Superior oblique (Oblíquo superior) inervado pelo nervo troclear (NC IV)
  • Os demais músculos extraoculares são inervados pelo nervo oculomotor (NC III)

Mnemónica 3

Para ajudar a memorizar as ações dos músculos, lembre-se: RAD

Recti are Adductors (Os retos são adutores), exceto o reto lateral.

Aparelho Lacrimal

  • Glândula lacrimal:
    • Serosa; liberta a camada aquosa de fluido lacrimal diretamente no globo ocular
    • Minimiza o atrito, protege e limpa o olho (“filme lacrimal”)
    • Localizada na face superior e lateral da órbita, drena através dos ductos lacrimais para o fórnix conjuntival superior
    • Inervada por fibras parassimpáticas do nervo facial (VII) via gânglio pterigopalatino
  • Lágrimas:
    • Solução isotónica
    • Contém enzimas bactericidas (lisozima e lactoferrina), imunoglobulina A e lipocalina
  • Glândulas tarsais ou meibomianas:
    • Glândulas sebáceas; produzem meibum, que diminui a evaporação do filme lacrimal
    • Localizadas dentro da placa tarsal das pálpebras (dentro da pálpebra superior) com orifícios na borda da zona marginal da conjuntiva
  • Sistema de drenagem lacrimal – consiste em:
    • Canalículos lacrimais
    • Saco lacrimal: porção dilatada do ducto nasolacrimal
    • Ducto nasolacrimal: drena para o meato nasal inferior
Aparelho lacrimal orbital

Diagrama esquemático da localização da glândula e aparelho lacrimal

Imagem: “Microbiology” por CNX OpenStax. Licença: CC BY 4.0

Correlações Clinicopatológicas

Paralisia de nervo Causas Sintomas envolvendo o olho afetado
Oculomotor (NC III)
  • Enfarte do mesencéfalo
  • Aneurisma de Berry na junção das artérias comunicante posterior e carótida interna
  • Lesões dos seios cavernosos (neoplasias, vasculares ou inflamatórias)
  • Desvio temporal horizontal
  • Olhar para baixo e para fora
  • Ptose
  • Dilatação pupilar
Troclear (NC IV)
  • Trauma craniano
  • Tumor na base do crânio
  • Microvasculopatia
  • Idiopática
Olho encontra-se desviado superiormente e medialmente
Abducentes (NC VI)
  • Síndrome pós-viral
  • Mononeuropatia isquémica
Olho dirigido medialmente
  • Celulite orbitária e pré-septal : possíveis complicações da sinusite paranasal ou trauma na órbita ocular. Os doentes podem apresentar febre, mal-estar, proptose, oftalmoplegia, choque tóxico e défice visual.
  • Fraturas orbitárias: as fraturas nas cavidades oculares são classificadas como fraturas do rebordo orbitário, fratura direta do assoalho da órbita e fraturas blowout. Estas fraturas podem apresentar-se com visão turva, diminuída ou dupla e hematomas pretos e azuis em redor dos olhos.
  • Dacrioadenite: inflamação das glândulas lacrimais geralmente devido a uma infeção bacteriana ou viral. Pode apresentar-se como edema da porção externa da pálpebra superior, com vermelhidão e dor, lacrimejo excessivo e edema dos ganglios pré-auriculares.
  • Síndrome de Sjögren: doença autoimune que afeta as glândulas produtoras de humidade do corpo. Os sintomas primários são boca seca e olhos secos.
  • Estrabismo: condição caracterizada por um desalinhamento dos olhos. Se não for tratado durante a infância, o estrabismo pode resultar em ambliopia ou perda de perceção da profundidade.
  • Blefarite: uma das condições oculares mais comuns; caracterizada por inflamação, descamação, vermelhidão e crostas na pálpebra. Também pode apresentar uma sensação de queimadura, prurido ou sensação de corpo estranho

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