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Laringite

A laringite é uma inflamação da laringe, mais frequentemente provocada por infeção ou trauma e pode ser aguda ou crónica. Nesta patologia, as 2 dobras das membranas mucosas que constituem as cordas vocais tornam-se inflamadas e dolorosas. A inflamação resulta numa distorção da voz produzida, provocando um som rouco que, em casos graves, pode levar à incapacidade de produzir qualquer som (afonia). Na presença de uma causa infeciosa, os pacientes também podem apresentar rinorreia, tosse e odinofagia ligeira.

Última atualização: 6 Apr, 2022

Responsibilidade editorial: Stanley Oiseth, Lindsay Jones, Evelin Maza

Etiologia

A laringite pode ser secundária a infeção, alergia, trauma, lesões benignas ou malignas, disfunção neurológica, alterações funcionais ou causas sistémicas (ver tabela).

Causas de laringite aguda Causas da laringite crónica
Vírica (mais comum):
  • Rinovírus
  • Vírus influenza
  • Vírus parainfluenza
  • Adenovírus
  • Coronavírus
  • Vírus sincicial respiratório
  • Pacientes com o sistema imunológico comprometido podem apresentar infeções por herpes, VIH ou vírus coxsackie
Bacteriana:
  • Estreptococos do grupo A
  • Streptococcus pneumoniae
  • Corynebacterium diphtheriae
  • Moraxella catarrhalis
  • Haemophilus influenzae
  • Bordetella pertussis
  • Bacillus anthracis
  • Mycobacterium tuberculosis
Fúngica:
  • Histoplasma
  • Blastomyces
  • Candida (pacientes imunocomprometidos)
  • Cryptococcus
  • Coccidioides
Trauma: uso excessivo da voz, entubação recente, gritar, cantar
  • Alergias
  • Lesão nervosa
  • Refluxo ácido
  • Doenças autoimunes
  • Defeitos anatómicos (e.g., pólipos, nódulos, lesões, cancro na laringe)
  • Irritantes (e.g., toxinas inaladas, agentes químicos, fumo do tabaco, consumo crónico de álcool, escorrência pós-nasal)
  • Disfonia por tensão muscular
  • Disfunção neurológica (e.g., lesão do nervo laríngeo recorrente unilateral pós-operatória)
  • Doença neurológica (e.g., doença de Parkinson, miastenia gravis)
  • Trauma
  • AVC

Apresentação Clínica

História clínica

  • Fatores desencadeantes: infeção respiratória superior concomitante, uso excessivo/abuso vocal, exposição a alergénios ou toxinas
  • Tabagismo, consumo de álcool, novos fármacos
  • Cirurgia recente ou passada que envolva a cabeça e/ou pescoço
  • Trauma recente ou passado que envolva a cabeça e/ou pescoço

Sinais e sintomas (variável)

  • Rouquidão
  • Soprosidade
  • Garganta seca ou inflamada
  • Tosse
  • Pigarro frequente
  • Aumento da produção de saliva
  • Disfagia
  • Globo faríngeo (sensação de um nó na garganta)
  • Sintomas de constipação ou gripe
  • Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, tórax ou rosto
  • Febre
  • Mialgias
  • Dispneia
  • Fadiga vocal
  • Afonia (incapacidade de produzir som)

Diagnóstico

  • Laringite por trauma: história de trauma na cabeça e/ou pescoço
  • Laringite vírica aguda: diagnosticada pelo tom vocal baixo e rouquidão
  • Laringite fúngica: confirmação através de biópsia e cultura de lesões anormais
  • Laringoscopia ou estroboscopia para visualização direta e completa das cordas vocais verdadeiras, cordas vocais falsas, epiglote, seios piriformes; e valécula:
    • Eritema (vermelhidão)
    • Edema (tumefação)
    • Dilatação dos vasos sanguíneos (agudo)
    • Tecido laríngeo espesso e seco (crónico)
    • Cordas vocais rígidas
    • Secreções viscosas na proximidade das cordas vocais

Tratamento

Laringite aguda Laringite crónica
Vírica
  • Repouso vocal, terapia e higiene oral
  • Fármacos para a dor
  • Mucolíticos
  • Tratamentos caseiros (água salgada, mel)
  • Hidratação
  • Humidificação
Refluxo
  • Usar roupas largas
  • Refeições pequenas, mas mais frequentes
  • Evitar cafeína, álcool, alimentos picantes
  • Fármacos de venda livre para neutralizar a acidez (antiácidos)
  • Fármacos anti-refluxo
Bacteriana
  • Humidificação
  • Antibióticos
  • Corticosteróides
  • Adrenalina nebulizada
Inflamatória
  • Remover o agente agressor, se presente
  • Corticóides nasais tópicos
  • Imunoterapia
  • Anti-histamínicos
Fúngica
  • Fármaco antifúngico oral
  • Nistatina tópica (em suspensão ou pastilha)
Autoimune
  • Ciclofosfamida
  • Prednisolona
Trauma
  • Repouso vocal, terapia e higiene
Granulomatosa
  • Corticosteróides sistémicos

Prognóstico

Aguda

  • Persistente, mas autolimitada, geralmente resolve em 3 semanas
  • Há uma melhoria na recuperação quando o paciente segue o regime de tratamento.
  • Na laringite vírica, os sintomas podem persistir por um longo período, mesmo com a resolução da inflamação do trato respiratório superior.

Crónica

  • Laringite que persiste por mais de 3 semanas
  • O prognóstico depende da etiologia da laringite.
  • Na ausência de sintomas de infeção respiratória superior, os pacientes com rouquidão que persista por mais de 2 semanas devem ser referenciados para otorrinolaringologia para realizar um exame completo, especialmente na presença de:
    • Fatores de risco associados ao cancro da cabeça e pescoço (por exemplo, consumo de tabaco e álcool)
    • Sintomatologia red flag para possível doença maligna (por exemplo, hemoptises, dor unilateral, disfagia, perda ponderal inexplicada, dispneia)

Diagnóstico Diferencial

As seguintes condições estão incluídas no diagnóstico diferencial de laringite:

  • Qualquer condição que se apresente com disfagia: os pacientes apresentam dificuldade na deglutição de certos alimentos ou líquidos, enquanto outros não conseguem engolir. A disfagia pode ocorrer por alergias ou “constipações”, desidratação, doença do refluxo gastroesofágico, certos fármacos ou tumores orais, faríngeos ou esofágicos.
  • Doença do refluxo gastroesofágico: movimento ascendente de ácido gástrico para o esófago, que resulta em azia ou dor torácica. O refluxo ácido pode atingir a laringe e a irritação ácida da mesma pode resultar em voz rouca.
  • Amigdalite: uma inflamação das amígdalas que está mais frequentemente associada a inflamação da faringe. A amigdalite é muito comum em crianças e adultos jovens e é causada principalmente por vírus e estreptococos do grupo A.
  • Carcinoma de laringe: tumor maligno da laringe que afeta mais frequentemente homens idosos. Os fatores de risco incluem tabagismo e consumo excessivo de álcool.
  • Rinite alérgica: inflamação da mucosa nasal classificada em alérgica, não alérgica e infeciosa. A rinite alérgica é provocada por uma reação de hipersensibilidade do tipo 1. Todos os 3 tipos apresentam congestão nasal, rinorreia e esternutos.

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