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Fibroadenoma

O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da mama feminina e o tumor da mama mais comum em adolescentes e mulheres jovens. Este é bem circunscrito, móvel e não encapsulado, com uma consistência elástica ou firme. Os fibroadenomas são responsivos a hormonas, podendo desta forma aumentar de tamanho durante a gravidez e geralmente regridem após a menopausa. Histologicamente, os fibroadenomas são compostos por uma proliferação bifásica de elementos glandulares e estromais. Os fibroadenomas estão associados a um risco ligeiramente aumentado de carcinoma, com um risco um pouco maior se estiverem presentes as chamadas características “complexas”. O diagnóstico baseia-se nos achados ao exame objetivo e na ecografia. O tratamento baseia-se em avaliações regulares para monitorizar o crescimento.

Última atualização: 19 May, 2022

Responsibilidade editorial: Stanley Oiseth, Lindsay Jones, Evelin Maza

Definição, Epidemiologia e Etiologia

Definição

  • Massas mamárias benignas
  • Compostas de tecido fibroso e glandular

Epidemiologia

  • Mais comum em mulheres com < 35 anos (pico de incidência: 15-35 anos)
  • Tumor benigno mais comum da mama e o tumor mais comum em mulheres jovens
  • É responsável por metade de todas as biópsias da mama
  • Apresenta apenas um risco ligeiramente aumentado de desenvolvimento de cancro da mama maligno, com um risco um pouco maior se estiverem presentes características “complexas”:
    • Quistos > 0,3 cm
    • Adenose esclerosante
    • Calcificações epiteliais
    • Alteração papilar apócrina

Etiologia

  • Desconhecida
  • É improvável que seja hereditária
  • Correlação negativa com o tabagismo
  • Já foi estabelecida uma relação com o estrogénio:
    • Aumento de tamanho durante a gravidez, lactação, ciclicamente com a menstruação e com o uso de contracetivos orais
    • Regride após a menopausa

Apresentação Clínica

  • Geralmente assintomática
  • Lesão solitária em 80% dos casos
  • Em 20% dos casos existem múltiplos fibroadenomas na mesma mama ou bilateralmente.
  • Massa pequena, esférica, bem definida e móvel, com consistência elástica ou firme
  • Diâmetro de 3 a 10 cm com assimetria mamária (geralmente têm < 3 cm)
  • Encontram-se geralmente no quadrante superior externo da mama
  • Alterações cíclicas no tamanho relacionadas com o ciclo menstrual devido à sensibilidade ao estrogénio
  • Outros tipos de fibroadenomas:
    • Fibroadenomas juvenis
      • Ocorrem geralmente em doentes afro-americanas com idades entre os 10 e os 18 anos
      • Aumentam rapidamente de tamanho
      • Podem causar úlceras na pele
    • Fibroadenomas gigantes
      • Fibroadenomas histologicamente típicos com > 10 cm de tamanho
      • A excisão está recomendada
    • Fibroadenomas complexos
      • Alterações patológicas proliferativas
      • Associam-se a um risco ligeiramente aumentado de cancro
      • O tratamento é controverso

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico

  • Ecografia:
    • Massa bem definida com limites lisos e regulares e fraca ecogenicidade
    • 25% dos casos têm limites irregulares → biópsia para confirmar benignidade
  • Mamografia ou ressonância magnética (RM): limites regulares e calcificações em pipoca
  • Aspiração por agulha fina (método de eleição para biópsia):
    • Tecido fibroso e glandular com aglomerados de células fusiformes
    • Aglomerados em forma de chifres com várias ramificações
    • Camadas dispostas em favo de mel

Tratamento

  • Vigilância regular de casos confirmadamente benignos (abordagem “expectante”)
  • Crioablação para os fibroadenomas pequenos, mas sintomáticos
  • Resseção cirúrgica nos casos de fibroadenomas juvenis e gigantes, presença de contornos irregulares e nas doentes com história pessoal ou familiar de cancro da mama

Diagnóstico Diferencial

As seguintes patologias são diagnósticos diferenciais dos fibroadenomas:

  • Galactocelo: quisto de retenção na glândula mamária, que contém leite e se apresenta como uma massa firme e palpável na região subareolar.
  • Abcesso mamário: acumulação de conteúdo purulento na glândula mamária. Geralmente associado à mastite lactacional. Apresenta-se como uma massa unilateral e flutuante numa mama dolorosa, eritematosa e edemaciada.
  • Papiloma intraductal: massa benigna do estroma e epitélio de um ducto mamário, com configuração papilar, que se apresenta como uma massa solitária próxima ou atrás do mamilo, com secreção mamilar hemorrágica.
  • Tumor filoide: tumor fibro-epitelial incomum semelhante a um fibroadenoma, mas que requer excisão cirúrgica completa com margens livres devido ao seu potencial maligno. Os tumores são classificados como benignos, borderline e malignos. Histologicamente, estes tumores apresentam um sobrecrescimento estromal com aumento da atividade mitótica, em que os tumores borderline e malignos apresentam margens infiltrativas.
  • Alterações fibroquísticas da mama: referem-se às alterações comuns que ocorrem no tecido mamário à medida que a mulher envelhece, que, numa clínica mais pronunciada, se pode manifestar com uma mama “nodular”. Estas alterações podem ser não proliferativas (quistos, fibrose, adenose) ou proliferativas (proliferação epitelial, adenose esclerosante, papiloma), com ou sem atipia. A hiperplasia atípica tem um risco moderadamente aumentado de carcinoma.
  • Mastite: inflamação do tecido da glândula mamária; pode ser lactacional ou não lactacional. A mastite é mais comum em mulheres em idade fértil.
  • Necrose gorda da mama: geralmente causada por uma lesão mamária, que muitas vezes passa despercebida. À medida que o tecido mamário lesionado é reparado, este é substituído por tecido cicatricial. No entanto, algumas células de gordura podem ter uma resposta diferente e formar os chamados quistos oleosos.
  • Cancro da mama: tumor maligno da glândula mamária. Os 2 tipos histológicos mais comuns são o carcinoma ductal e o carcinoma lobular.

Referências

  1. Vinay K, Abbas A, Aster J. Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease. 2020, 10th Edition, Elsevier.
  2. Sabel MS. Overview of benign breast disease. UpToDate. Retrieved on August 28, 2020, from https://www.uptodate.com/contents/overview-of-benign-breast-disease#H14
  3. Rohan, T. E., & Miller, A. B. (1999). A cohort study of cigarette smoking and risk of fibroadenoma. Journal of Epidemiology and Biostatistics4(4), 297–302.

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