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Deficiência da Via do Complemento Terminal

O complexo de ataque à membrana (MAC, pela sigla em inglês), formado por proteínas do complemento, desempenha um papel crucial na erradicação de infeções bacterianas, especialmente espécies de Neisseria e outras bactérias encapsuladas, ligando-se à membrana plasmática bacteriana e formando poros que eventualmente levam à lise celular. Doentes com deficiência da via terminal do complemento podem apresentar infeções por Neisseria graves e recorrentes, pois são incapazes de sintetizar MAC devido à deficiência de um dos seus componentes (por exemplo, proteínas tardias do complemento). O tratamento é feito com antibióticos para a infeção e vacinação contra bactérias encapsuladas.

Última atualização: 9 May, 2022

Responsibilidade editorial: Stanley Oiseth, Lindsay Jones, Evelin Maza

Etiologia e Fisiopatologia

Epidemiologia e etiologia

  • Doença genética com transmissão autossómica recessiva
  • Deficiência de 1 das proteínas terminais do complemento
  • Deficiências mais comuns nos Estados Unidos: C5, C6 ou C8

Fisiopatologia

Estrutura e função do complexo de ataque à membrana (MAC, pela sigla em inglês):

  • Estrutura: estrutura em forma de anel formada por proteínas do complemento terminais ativadas (C5b, C6, C7, C8 e C9)
  • Função:
    • Anexa-se à membrana bacteriana para criar poros
    • Permite difusão livre entre os componentes intracelular e extracelular, levando à lise do microrganismo
  • Fisiopatologia:
    • A capacidade diminuída de criar poros da membrana celular bacteriana leva a uma lise pobre do microrganismo.
    • Maior suscetibilidade a organismos encapsulados
Membrane attack complex (mac) formation

Formação do complexo de ataque à membrana (MAC, pela sigla em inglês):
Quando a primeira proteína da série do complemento é ativada (tipicamente por um anticorpo que se ligou a um antigénio), desencadeia um efeito dominó. Cada componente executa a sua função numa cadeia precisa de etapas conhecida como a cascata do complemento. O produto final é um cilindro (MAC) inserido (e que perfura) a parede da célula. A entrada e saída de fluidos e moléculas permite que a célula inche e exploda.

Imagem por Lecturio.

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Apresentação Clínica

A maioria dos doentes é assintomática.

Doentes sintomáticos apresentam:

  • Infeções bacterianas encapsuladas recorrentes:
    • Infeções meningocócicas
    • Infeções gonocócicas
  • Infeção neisserial grave e disseminada:
    • Meningococcemia
    • Sépsis e choque séptico

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico

A atividade total do complemento (CH50) é usada para rastreio. Se CH50 for baixa/indetetável, deve-se solicitar a medição do nível de proteína sérica para proteínas do complemento. Os achados incluem:

  • CH50: indetetável a baixo
  • Nível C3: normal
  • Nível C4: normal
  • ≥ 1 das proteínas tardias do complemento está em défice.

Tratamento

  • Tratar infeções agressivamente com antibióticos.
  • Vacinação contra bactérias encapsuladas:
    • Pneumococo
    • Meningococo
    • Haemophilus influenzae tipo b

Diagnósticos Diferenciais

  • Sépsis bacteriana/choque séptico: síndrome com risco de vida que pode ser causada por infeções bacterianas. A sépsis é uma resposta imune generalizada que pode resultar em disfunção ou falência de órgãos. É importante a identificação precoce para se poder iniciar tratamento adequado com ressuscitação com fluidos, antibióticos e vasopressores (se necessário).
  • Hipogamaglobulinemia: refere-se a um achado laboratorial (IgG baixo) que pode ser assintomático ou que pode estar relacionado com diversas situações clínicas de diferentes causas e manifestações, se for mais grave. A hipogamaglobulinemia pode ser causada por uma imunodeficiência primária ou pode ser secundária a outras doenças. A principal característica da hipogamaglobulinemia sintomática é infeções repetidas que são normalmente prevenidas por respostas de anticorpos.
  • Meningococcemia: definida como a disseminação de meningococos (Neisseria meningitidis) na corrente sanguínea. Doentes com meningococcemia aguda podem apresentar meningite, meningite com meningococcemia ou meningococcemia sem meningite clinicamente aparente.

Referências

  1. Liszewski, M.K., et al. (2020). Inherited disorders of the complement system. In Schur, P.H., et al. (Ed.), UpToDate. Retrieved May 25, 2021, from https://www.uptodate.com/contents/inherited-disorders-of-the-complement-system
  2. Liszewski, M.K., et al. (2020). Overview and clinical assessment of the complement system. In Schur, P.H., et al. (Ed.), UpToDate. Retrieved May 25, 2021, from https://www.uptodate.com/contents/overview-and-clinical-assessment-of-the-complement-system
  3. Fischer, A. (2018). Primary immune deficiency diseases. Chapter 344 of Jameson JL, et al. (Ed.), Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20th ed. McGraw-Hill.

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