Domina os Conceitos Médicos

Estuda para o curso e exames de Medicina com a Lecturio

Seios Paranasais

Os 4 pares de seios paranasais incluem os seios maxilar, etmoidal, esfenoidal e frontal. Os seios são um grupo de cavidades preenchidas por ar, localizadas no esqueleto facial e craniano; estão todos ligados à cavidade nasal principal e à nasofaringe. As funções incluem contribuir para a ressonância da voz, reduzir o peso do crânio para facilitar a posição ereta da cabeça, condicionar (aquecer e humidificar) o ar inalado e maximizar a superfície da mucosa nasal.

Última atualização: 16 Apr, 2022

Responsibilidade editorial: Stanley Oiseth, Lindsay Jones, Evelin Maza

Seios Maxilares

Descrição geral

  • O maior dos seios paranasais
  • Seio em forma de pirâmide
  • Drena para o meato médio
  • Presente ao nascimento e totalmente pneumatizado (preenchido por ar) aos 7 anos de idade

Relações

  • Parede medial: a parede lateral da cavidade nasal principal
  • Parede superior: o pavimento da órbita
  • Parede anterior: contém o foramen infraorbitário
  • Paredes anterolaterais: maxila lateral
  • Pavimento: o processo alveolar da maxila (próximo das raízes dos 4 molares)
  • Parede posterior: limita a fossa pterigopalatina e a fossa infratemporal

Neurovasculatura

  • Drenagem linfática: gânglios submandibulares
  • Suprimento sanguíneo (ramos da artéria maxilar interna):
    • Artéria alveolar superior anterior
    • Artéria alveolar superior média
    • Artéria alveolar superior posterior
    • Artéria infraorbitária
    • Artéria esfenopalatina
    • Artéria palatina maior (ramo da artéria palatina descendente)
  • Inervação:
    • Ramos maxilares (V2) do nervo trigémio
    • Nervo infraorbitário
    • Nervo(s) palatino(s) maior(es)
Sinusite

Os seios maxilares (rosa) são seios em forma de pirâmide dentro das bochechas.

Imagem por Lecturio.

Seios Frontais

Descrição geral

  • Seio grande, com formato irregular e com câmaras (pode ser congenitamente hipoplásico/aplásico)
  • Aparece aos 6 anos de idade e desenvolve-se completamente na idade adulta
  • Drenam através do ducto frontonasal para o hiato semilunar no meato nasal médio

Relações

  • Pavimento: parede superior da órbita (perigo de perfuração na cavidade orbitária, se sinusite), seios etmoidais anteriores e cavidade nasal
  • Parede superoposterior: base do crânio (perigo de infeção intracraniana)
  • Parede anterior: arcos supraciliares

Neurovasculatura

  • Drenagem linfática: gânglios submandibulares
  • Vascularização: artérias etmoidal anterior, supraorbitária e supratroclear (ramos da artéria carótida interna via artéria oftálmica)
  • Inervação: ramos do nervo oftálmico (V1)
Sinusite

Os seios frontais (azul) são seios de formato irregular acima das cavidades orbitais.

Imagem por Lecturio.

Seios Etmoidais

Descrição geral

  • Contidos no osso etmoidal entre os olhos
  • Numerosos (3–18), cavidades de paredes finas (localizadas no labirinto etmoidal)
  • Geralmente não presentes ao nascimento, mas pneumatizados aos 12 anos de idade
  • Divididos em grupos anterior e posterior, separados pela lamela basal:
    • O grupo posterior drena para o meato superior acima da concha nasal média.
    • O grupo anterior drena para o meato médio através do infundíbulo.

Relações

  • Parede superior: pavimento da fossa craniana anterior e osso frontal
  • Paredes laterais: parede medial da cavidade orbitária
  • Paredes mediais: paredes superolaterais da cavidade nasal

Neurovasculatura

  • Drenagem linfática:
    • Seios etmoidais anterior e médio para os gânglios submandibulares
    • Seio etmoidal posterior aos gânglios retrofaríngeos
  • Suprimento sanguíneo:
    • Artérias etmoidais anterior e posterior
    • Artéria esfenopalatina (ramo da artéria carótida externa)
  • Inervação:
    • Nervos etmoidais anteriores e posteriores
    • Nervos nasais superior e inferior lateral posterior
    • Ramos orbitais do gânglio pterigopalatino
Sinusite

Os seios etmoidais (amarelo) são seios de paredes finas mediais às cavidades órbitárias.

Imagem por Lecturio.

Seios Esfenoidais

Descrição geral

  • O seio mais posterior: forma e tamanho variáveis
  • Raramente simétrico
  • Drenam para o recesso esfenoetmoidal
  • Aparece aos 3 anos de idade e desenvolve-se completamente na idade adulta

Relações

  • Pavimento: parede superior da nasofaringe e canal pterigóide
  • Parede anterior: parede posterior da cavidade nasal
  • Telhado: proximidade a:
    • Sela turca
    • Hipófise
    • Quiasma ótico
    • Fossa craniana anterior e média
  • Paredes laterais: proximidade de:
    • Artéria carótida interna
    • Canal ótico
    • Seio cavernoso
  • Parede medial: septo do osso esfenóide

Neurovasculatura

  • Drenagem linfática: gânglios retrofaríngeos
  • Vascularização:
    • Artéria esfenopalatina (ramo da artéria carótida externa)
    • Artéria etmoidal posterior (ramo da artéria oftálmica)
  • Inervação: 1.ª e 2.ª divisões do nervo trigénio (V1 e V2)
Sinusite

Os seios esfenoidais (verde) estão localizados posteriormente aos seios etmoidais (amarelo).

Imagem por Lecturio.

Relevância Clínica

  • Sinusite: inflamação da membrana mucosa dos seios paranasais. A sinusite é extremamente comum e geralmente apresenta-se concomitantemente com rinite (inflamação da mucosa nasal). A causa pode ser uma infeção vírica, bacteriana ou fúngica, ou uma reação alérgica. A sinusite pode apresentar-se como uma inflamação aguda ou crónica e afeta mais frequentemente os seios maxilares.
  • Atresia das choanas: condição congénita caracterizada por obstrução da abertura nasal posterior que leva à nasofaringe, que se pode manifestar unilateral ou bilateralmente. A atresia bilateral das choanas manifesta-se como respiração nasal obstruída com cianose intermitente imediatamente após o nascimento.
  • Mucormicose: uma infeção fúngica angioinvasiva. A inalação de esporos fúngicos pode causar mucormicose rinocerebral ou mucormicose pulmonar. A apresentação clínica resulta das hifas fúngicas que invadem os vasos sanguíneos, causando trombose e (finalmente) necrose tecidual. O diagnóstico é confirmado com a identificação do organismo na histopatologia a partir de amostras por biópsia. Os pacientes devem ser tratados agressivamente com ressecção cirúrgica dos tecidos infetados e com antifúngicos sistémicos.

Referências

  1. Petrikkos, G., et al. (2012). Epidemiology and clinical manifestations of mucormycosis. Clin Infect Dis. 54 (Suppl 1), S23–34. https://www.doi.org/10.1093/cid/cir866
  2. Cox, G.M. (2021). Mucormycosis (zygomycosis). In Bond, S. (Ed.), UpToDate. Retrieved June 4, 2021, from https://www.uptodate.com/contents/mucormycosis-zygomycosis
  3. Isaacson, G.C. (2021). Congenital anomalies of the nose. In Messner, A. (Ed.), UpToDate. Retrieved July 2021, from https://www.uptodate.com/contents/congenital-anomalies-of-the-nose

USMLE™ is a joint program of the Federation of State Medical Boards (FSMB®) and National Board of Medical Examiners (NBME®). MCAT is a registered trademark of the Association of American Medical Colleges (AAMC). NCLEX®, NCLEX-RN®, and NCLEX-PN® are registered trademarks of the National Council of State Boards of Nursing, Inc (NCSBN®). None of the trademark holders are endorsed by nor affiliated with Lecturio.

Estuda onde quiseres

A Lecturio Medical complementa o teu estudo através de métodos de ensino baseados em evidência, vídeos de palestras, perguntas e muito mais – tudo combinado num só lugar e fácil de usar.

Aprende mais com a Lecturio:

Complementa o teu estudo da faculdade com o companheiro de estudo tudo-em-um da Lecturio, através de métodos de ensino baseados em evidência.

User Reviews

¡Hola!

Esta página está disponible en Español.

🍪 Lecturio is using cookies to improve your user experience. By continuing use of our service you agree upon our Data Privacy Statement.

Details