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Articulação do Punho

O punho liga o antebraço à mão. Consiste em 8 ossos do carpo, múltiplas articulações e vários ligamentos de suporte, bem como os ossos distais do antebraço e a região proximal dos 5 ossos do metacarpo da mão. O punho é essencial para o funcionamento do membro superior e fornece estabilidade ao posicionar a mão para movimentos complexos.

Última atualização: Jun 27, 2022

Responsibilidade editorial: Stanley Oiseth, Lindsay Jones, Evelin Maza

Ossos do Punho

Os ossos do punho consistem em:

  • Rádio e ulna distais: A ulna distal não é tecnicamente parte do punho, pois articula-se distalmente com o complexo de fibrocartilagem triangular (TFCC, pela sigla em inglês).
  • 5 metacarpos proximais
  • 8 ossos do carpo, dispostos em 2 fileiras:
    1. Fileira proximal (lateral para medial): escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme
    2. Fileira distal (lateral para medial): trapézio, trapézio, capitato e hamato

Existem muitas mnemónicas para ajudar a memorizar a ordem e a localização dos ossos do carpo. De lateral para medial e proximal para distal: escafóide, semilunar, piramidal, pisiforme, trapézio, trapézio, capitato, hamato (“scaphoid, lunate, triquetrum, pisiform, trapezium, trapezoid, capitate, hamate“).

  • S o L ong T o P inky H ere C omes T he T humb
  • S ome L overs T ry P ositions T hat T hey C an’t H andle
  • S am L ikes T o P ush T he T oy C ar H ard
Linhas proximal e distal dos ossos do carpo

As fileiras proximal e distal dos ossos do carpo

Imagem por Lecturio.

Articulações do Punho

O punho é capaz de se mover em várias direções, pois funciona como uma plataforma estável para a mão.

Articulação Tipo Componentes Ligamentos Função
Radioulnar distal Em pivô Cabeça da ulna e incisura ulnar no rádio
  • Ligamentos radioulnar palmar e dorsal
  • Disco articular
Supinação-pronação
Radiocárpica Articulação sinovial elipsóide Rádio distal e fileira proximal de ossos do carpo (exceto pisiforme)
  • Ligamentos colaterais radial e ulnar
  • Ligamentos radiocárpicos palmares e dorsais
  • Flexão-extensão
  • Abdução-adução (da mão)
Mediocárpica Sinovial complexa Fileira proximal e distal dos ossos do carpo Ligamentos intercárpico, volar, dorsal, radial e ulnar Deslizamento
Intercárpica Anfiartroses Entre os ossos do carpo de cada fileira Ligamentos intercárpicos, dorsais e volares Estabilização do punho
Carpometacárpica Anfiartroses (2ª–5ª) Carpo distal e 2º-5º metacarpos Ligamentos carpometacárpicos dorsais e palmares Deslizamento limitado
Sela (polegar) Trapézio e 1º metacarpo Ligamentos intermetacárpicos, dorsorradiais, colaterais e volares
  • Flexão-extensão
  • Abdução-adução
  • Oposição
  • Circundação

Movimentos do Punho e Músculos Associados

O punho atua como uma transição entre o antebraço e a mão. A tabela abaixo resume os músculos do antebraço e respetivos movimentos associados. O nome de cada músculo é um reflexo da ação do músculo no punho e na mão.

Tabela: Músculos do antebraço e respetivos movimentos associados
Movimento Músculo
Flexão Principal:
  • Flexor superficial dos dedos
  • Flexor profundo dos dedos
Assistido por:
  • Palmar longo
  • Flexor radial do carpo
  • Flexor ulnar do carpo
Extensão Principal:
  • Extensor radial longo e curto do carpo
  • Extensor ulnar do carpo
  • Extensor comum dos dedos
Auxiliado por: retináculo extensor
Abdução Os seguintes músculos extensores e flexores trabalham em conjunto na abdução:
  • Extensor radial longo e curto do carpo
  • Flexor radial do carpo
Adução Os seguintes músculos extensores e flexores trabalham em conjunto na adução: flexor e extensor ulnar do carpo

Características Anatómicas Notáveis

Túnel cárpico

O túnel cárpico é formado por:

  • Anteriormente: retináculo fibroso dos flexores
  • Posteriormente: superfície palmar côncava dos ossos do carpo
  • Conteúdo do túnel cárpico:
    • Nervo mediano
    • Tendões do flexor superficial dos dedos (4)
    • Tendões do flexor profundo dos dedos (4)
    • Tendão do flexor longo do polegar (na bainha radial; 1)
Estrutura e conteúdo do túnel do carpo

Estrutura e conteúdo do túnel cárpico

Imagem por Lecturio.

Canal ulnar (canal de Guyon)

  • O canal ulnar ou canal de Guyon é formado por:
    • Superficialmente: ligamento palmar do carpo
    • Base: retináculo dos flexores e músculos hipotenares
    • Medialmente: pisiforme
    • Lateralmente: gancho do hamato
  • Conteúdo do túnel ulnar:
    • Nervo ulnar
    • Artéria ulnar
Pulso do canal de guyon

Corte transversal do punho, destacando o canal de Guyon com a artéria e o nervo ulnar, superiormente ao retináculo dos flexores e túnel cárpico

Imagem por Lecturio.

A tabaqueira anatómica

  • Limites da tabaqueira anatómica (ou fossa radial):
    • Lateral/radial: tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar
    • Medial/ulnar: tendão do extensor longo do polegar
    • Proximal: processo estiloide do rádio
    • Distal: ápex do triângulo criado por estes tendões
    • Base: trapézio e escafoide (palpável)
  • Conteúdo da tabaqueira anatómica:
    • Artéria radial
    • Ramo superficial do nervo radial (meralgia parestésica: compressão ou lesão deste nervo no punho)
    • Origem da veia cefálica
    • Ossos escafóide e trapézio
Pulso - caixa de rapé anatômica

Vista medial da mão e do punho, com os limites e o conteúdo da tabaqueira anatómica

Imagem por Lecturio.

Relevância Clínica

Problemas comuns associados ao punho

  • Síndrome do túnel cárpico: a neuropatia compressiva mais comum, que pode ser precipitada por vibrações e movimentos repetitivos. Associado a diabetes, patologia tiroideia, artrite reumatóide e gravidez. Ocorre devido ao estreitamento do túnel cárpico e consequente compressão do nervo mediano e dos 9 tendões flexores dentro dele. Pode levar a dor e parestesias na distribuição do nervo mediano e atrofia do músculos da região tenar.
  • Fratura do escafóide: o osso do carpo mais frequentemente fraturado; ocorre secundariamente a uma queda sobre a mão estendida e apresenta-se com dor na tabaqueira anatómica. O tratamento pode incluir imobilização prolongada do punho ou intervenção cirúrgica. As complicações incluem a pseudoartrose e necrose avascular.
  • Luxação do semilunar: a luxação anterior pode precipitar a síndrome aguda do túnel cárpico. Estas lesões passam frequentemente despercebidas na apresentação clínica inicial.
  • Tenossinovite de De Quervain: tenossinovite estenosante do 1º compartimento dorsal, que inclui os músculos abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Geralmente ocorre secundariamente a movimentos repetitivos/uso excessivo e pode estar associado à artrite reumatóide e mães com bebés. Ao exame físico, o teste clássico é a manobra de Finkelstein.
  • Neuropatia do nervo ulnar: O nervo ulnar pode ser comprimido ou lesado por tramatismo no punho dentro do canal ulnar ou de Guyon. A lesão causa parestesias e/ou dor na metade ulnar da mão e, em casos graves, pode levar à “mão em garra” (hiperextensão do 4º e 5º dedos nas articulações metacarpofalângicas e flexão das articulações interfalângicas). Também chamada “paralisia do guiador” nos ciclistas.

Testes importantes no exame físico do punho

  • Teste de Watson: usado para avaliar a instabilidade ligamentar entre os ossos escafoide e semilunar. O médico segura o punho em ligeira extensão e desvio ulnar com o polegar sobre o tubérculo do escafoide no lado palmar do punho. A pressão é então aplicada no escafóide enquanto a mão do paciente é desviada radialmente. Considera-se o teste positivo se provocar dor localizada ou lassidão.
  • Teste de Finkelstein: utilizado na avaliação da tenossinovite de De Quervain. O paciente fecha o punho em torno do polegar e move a mão em desvio ulnar. Considera-se o teste positivo se provocar dor aguda sobre os tendões no primeiro compartimento dorsal ao longo do estiloide radial distal.
  • Sinal de Tinel: usado na avaliação da síndrome do túnel cárpico, este teste é feito batendo levemente sobre o nervo mediano na superfície volar do punho. Considera-se o teste positivo se provocar parestesias na distribuição do nervo mediano.
  • Sinal de Phalen: o paciente faz a flexão dos dois punhos e junta as superfícies dorsais de ambas as mãos durante 30 a 60 segundos. Considera-se o teste positivo se provocar ardor ou parestesias na distribuição do nervo mediano, sugestivo de síndrome do túnel cárpico.

Referências

  1. Drake, R.L., Vogl, A.W., & Mitchell, A.W.M. (2014). Gray’s Anatomy for Students (3rd ed.). Philadelphia, PA:  Churchill Livingstone.

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